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Telesterion, a nova viagem sonora da banda KOOGU

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Koogu é o nome do trio instrumental desenvolvido pelos músicos Henrique Geladeira, Gustavo Rocha e Daniel Garça. Dessa junção resulta uma das experiências sonoras mais criativas formada na cidade de Natal-RN. Nos palcos desde 2014 o trio se divide entre guitarra, baixo, bateria, sintetizadores e pads eletrônicos, que são utilizados como ferramenta para criar um som denso e sem rótulos, partindo de camadas de loops de guitarra em direção a um universo próprio de colagens, timbres e tempos tortos. Quatro anos após o primeiro EP À Espera da Shuva, o Koogu nos traz mais um ótimo lançamento, intitulado Telesterion. O álbum é composto por cinco músicas r acaba de ser lançado em formato digital pelo selo Rizomarte Records e K7 pelo selo Catamaran, conta com a participação da cantora Luísa Nascim (Luísa e os Alquimistas) e do percussionista Filipe Castro. Produção musical Henrique Geladeira e a mixagem/masterização ficou por conta de Cássio Zamboto. 

 

 Capa por Gustavo Rocha 

 

 

A música do Koogu é sinestésica, mexe intencionalmente com as sensações e convida a uma experiência de se deixar levar por cada composição. É como se as músicas dessem vida a paisagens movediças onde o ouvinte acompanha o passo a passo e as variações de cada criação. Talvez por isso o nome das cinco músicas preste homenagem a cinco espécies de cogumelos mágicos que brotam em diferentes regiões da Terra. Viagem bem alicerçada e certeira em suas desconstruções ocasionais, os três músicos sabem como fazer dos sons um veículo para as jornadas profundas e celebram em suas músicas o mistério que nasce da natureza emaranhada dos micélios.

 

Uma busca rápida na internet e você descobrirá que Telesterion também é o nome de um antigo templo dedicado a rituais psicodélicos que louvavam o ciclo da vida, a passagem do tempo e as transformações pelas quais todos iremos passar. Mas não precisa se enfurnar em nenhum novo templo para escutar o Telesterion do Koogu. A capa, desenvolvida pelo baixista e artista visual Gustavo Rocha, expressa bem a metáfora que aproxima cada um de nós do antigo mistério. A psicodelia mesclada, disforme e multicolorida se desmancha em tons vibrantes enquanto o templo escuro talhado em pedra ocupa o centro e convida a um mergulho mais profundo. Aí está o Telesterion, irrefletido no interior de cada um de nós e muito além da psicodelia. Nesse choque entre a plasticidade moderna e a densidade do arcaico, o som do Koogu se apresenta como  matéria invisível pronta a lhe fazer viajar, sempre celebrando as idas e vindas do movimento cósmico que rege a existência.

 

 Foto: Rudá Melo 

 

O certo é que para experiência ficar completa, bom mesmo é ir ao show do Koogu. Ao vivo o trio soa ainda mais enérgico e leva aos palcos uma apresentação pesada e ao mesmo tempo animada. O grupo já fez algumas turnês pelas regiões Nordeste e Sudeste e vai circular por algumas cidades do Brasil após o lançamento de Telesterion. Quem já esteve num show sabe bem que não deixa de ser divertido assistir Gustavo, Henrique e Daniel suando a camisa para erguer as ondas sonoras dessa que é, sem dúvida, uma das bandas mais criativas do underground brasileiro.

 

 

 

 

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